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4 de maio de 2016

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30 de março de 2016

ORQUESTRA SINFÔNICA HELIÓPOLIS ABRE TEMPORADA DE CONCERTOS NO AUDITÓRIO MASP COM SERGEI PROKOFIEV E REINHOLD GLIÈRE NO REPERTÓRIO

Apresentação acontece às 11h e traz participação da pianista chinesa QiShan Shi, vencedora do Concurso Jovens Solistas Baccarelli/Azusa Pacific University

Orquestra Sinfônica Heliópolis por Rafael de Queiroz

Inaugurando o calendário de concertos do Instituto Baccarelli em 2017, a Orquestra Sinfônica Heliópolis se apresenta no dia 19/03, às 11 horas, no Auditório MASP. O espetáculo, que será regido pelo maestro Edilson Ventureli, terá participação da pianista chinesa QishanShi, vencedora da 1ª edição do concurso Jovens Solistas Baccarelli/Azusa Pacific University (APU).

A Orquestra Sinfônica Heliópolis inicia a apresentação interpretando o ‘Concerto para Piano nº3 em Dó Maior, Op.26’, do ucraniano Sergei Prokofiev (1891 – 1953). Chamado de enfant terrible, Prokofiev, que foi da geração do modernismo clássico, era conhecido pelo exagero em suas composições e ganhou fama por obras muitas vezes consideradas incompreensíveis. O compositor estudou no Conservatório de São Petersburgo, onde conheceu o seu principal mentor, o compositor russo Rimsky-Korsakov. Aos 20 anos recebeu o Prêmio Anton Rubinstein como melhor aluno do conservatório. O compositor e pianista também escreveu ballets, óperas, peças infantis, concertos, trilhas sonoras para cinema e sinfonias. O repertório do concerto traz ainda a ‘Sinfonia nº1 em Mi Bemol Maior, Op. 8’, do compositor russo Reinhold Glière (1874 – 1956). Glière foi diretor do Conservatório de Kiev, e anos mais tarde,foi nomeado professor no Conservatório de Moscou, mesmo local onde adquiriu a sua formação em violino. Entre os alunos que passaram pela sua tutela no decorrer da carreira estáo próprio Sergei Prokofiev.

De acordo com o regente da apresentação e diretor executivo do Instituto Baccarelli Edilson Ventureli, esse programa foi pensado dentro da premissa artística pedagógica, provocando os os alunos a superarem desafios e, também, oferecendo composições que agradem o público.
“O ‘Concerto Para Piano nº 3 em Dó Maior, Op.26’, de Prokofiev, é o mais conhecido dos concertos do compositor ucraniano, e apresenta dificuldades técnicas para as cordas, em especial, e para a orquestra como um todo na questão rítmica, se mostrando desafiador principalmente na junção entre solista e orquestra.A ‘Sinfonia nº 1 em Mi Bemol Maior, Op.8’ de Reinhold Glière, compositor russo, é muito bonita e de fácil escutar. Se faz interessante pedagogicamente por se tratar de um compositor pouquíssimo executado, e pelo fato de ter sido professor de Prokofiev, no Conservatório de Kiev“.


Concurso Jovens Solistas Baccarelli / Azusa Pacific University

O Instituto Baccarelli mantém uma importante parceria com a Azusa Pacific University (APU), de Los Angeles. Além de promover masterclasses - transmitidas por vídeo conferência - hoje7 alunos do Instituto estudam na sede da universidade por meio de bolsas de estudos concedidas pela APU, na Califórnia. O concurso Jovens Solistas Baccarelli / Azusa Pacific University promove um importante intercâmbio entre os alunos das duas instituições. A vencedora da etapa de Los Angeles, a jovem pianista QiShan Shi, será a solista do concerto do dia 19/3, assim como o (a) vencedor(a) da etapa de São Paulo estará a frente da orquestra da Azusa Pacific University em um concerto em Los Angeles.


(SERVIÇO)
Auditório MASP
Endereço: Avenida Paulista, 1578
Dia e horário:19/03 (domingo), às 11h
Duração:60 minutos
Ingressos (preços populares): R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Capacidade: 374 pessoas; há acesso para portadores de necessidades especiais
Vendas:bilheteria do MASP ou pela Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br ou 11/4003.1212)
Classificação: livre

INSTITUTO BACCARELLI CONQUISTA O GRANDE PRÊMIO CONCERTO 2016

Após comemorar 20 anos de atuação com um concerto no palco da Sala São Paulo, em 18 de dezembro, o Instituto Baccarelli inicia 2017 com mais um motivo para celebrar. A instituição de Heliópolis acaba de conquistar o Grande Prêmio Concerto 2016


“São duas décadas importantes. Pelos milhares de jovens que tiveram suas vidas tocadas pelo projeto, com certeza. Mas não só. Ao longo desse período, a cena musical brasileira viveu um momento de enorme crescimento. E, com seu trabalho, o Instituto Baccarelli tem sido, além de símbolo dessa transformação, protagonista na busca de um cenário novo, que aposta em um fazer musical mais dinâmico, vivo e, acima de tudo, em diálogo com a comunidade.” Por João Luiz Sampaio.

Criado no final dos anos 1990 pelo maestro Silvio Baccarelli, que se sensibilizou com o incêndio de enormes proporções na comunidade da Zona Sul e se ofereceu para dar esperança aos jovens em forma de música, hoje, o projeto – tocado pelos irmãos Edilson e Edmilson Venturelli – é referência entre as organizações não governamentais e sem fins lucrativos dedicadas à arte e à educação como ferramenta de transformação social. Além disso, o Instituto desfruta de grande reconhecimento no meio musical. Não por acaso, um dos mais importantes maestros do mundo, o indiano Zubin Mehta é seu patrono e Isaac Karabtchevsky, seu diretor artístico.

Atualmente, mais de 1.000 crianças e jovens são beneficiados anualmente pelos programas socioculturais do Baccarelli, que abrangem 5 orquestras, 14 corais, 23 grupos de musicalização, 6 grupos de câmara e 2 cameratas, sob a responsabilidade de 68 profissionais da música.

Em sua quinta edição, o Grande Prêmio Concerto tem como principal objetivo a valorização e o fomento da atividade musical clássica no Brasil, tendo como critério a excelência e o mérito artísticos. Na edição 2016 foram contempladas cinco categorias: Ópera, Música Orquestral, Música de Câmara /Recital /Coral, Jovem Talento, CD/DVD/Livro e Grande Prêmio. Todos os finalistas e vencedores foram definidos após discussões e votações de um júri formado por seis especialistas na área musical, os jornalistas Camila Frésca, Irineu Franco Perpetuo, João Luiz Sampaio, João Marcos Coelho, Nelson Rubens Kunze e Sidney Molina.

18ª EDIÇÃO DO BACCANEWS: 20 ANOS INSTITUTO BACCARELLI

Já saiu a nova edição do BACCANEWS, o jornal do Instituto Baccarelli! Você pode retirar seu exemplar na secretaria do Instituto, ou ler através clicando aqui!



Essa edição do jornal Baccanews é dedicada aos 20 anos do Instituto Baccarelli.

Mais do que ensinar música, há duas décadas o Instituto transforma a vida de milhares de crianças e jovens da comunidade de Heliópolis. A arte e a prática musical, afinal, são compreendidas, antes de mais nada, como um poderoso instrumento de transformação individual. O que a educação música oferece à criança e ao jovem é algo muito maior e necessário: a sensação de pertencimento e a capacidade de, em meio à adversidade, sonhar.

O Instituto Baccarelli oferece um trabalho educacional pleno, capaz de ir além da profissionalização musical, suscitando em crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social valores como autodisciplina, respeito, criatividade, convivência e senso colaborativo em grupo – essenciais à formação e ao desenvolvimento de qualquer cidadão em nossa sociedade
Saiba mais sobre essa história nesta edição do jornal!

Retire o seu exemplar na secretaria do Instituto Baccarelli ou clique aqui

INSTITUTO BACCARELLI CELEBRA 20 ANOS COM APRESENTAÇÃO NA SALA SÃO PAULO

Coral da Gente do Instituto Baccarelli, Orquestra Juvenil Heliópolis e Orquestra Sinfônica Heliópolis, sob regência de Isaac Karabtchevsky, fazem o concerto comemorativo das duas décadas de atuação da instituição, em 18 de dezembro

Orquestra Sinfônica Heliópolis por Rafael de Queiroz

O concerto de 18 de dezembro, às 17h, na Sala São Paulo, do Coral da Gente do Instituto Baccarelli, da Orquestra Juvenil Heliópolis e da Orquestra Sinfônica Heliópolis, sob a batuta de seu maestro e diretor artístico, Isaac Karabtchevsky, será especial. A apresentação, que celebrará os 20 anos do Instituto Baccarelli, contará com as participações de ex-alunos, patrocinadores e convidados que, nessas duas décadas, contribuíram para que o Instituto exercesse sua proposta de contribuir para a inserção social por meio do ensinode música erudita para crianças e jovens da região.

A apresentação inicia-se com o Coral da Gente, que cantará por cerca de 20 minutos, com um repertório diverso, que inclui a clássica obra de Dan Forrest, “Psalm 8 [Adonai, Adonenu]”, além das canções brasileiras “Maria Maria” (Milton Nascimento), com arranjo de Damiano Cozzella e adaptação de Marcelo Recski, “Feira de Mangaio” (Sivuca / Clara Nunes) e “Depende de nós” (Ivan Lins / Vitor Martins), estas últimas com arranjo de Juliana Ripke.

Na sequência, as orquestras Juvenil e Sinfônica tocarão a abertura da “Cavalleria Leggera”, do maestro e compositor croata Franz von Suppé (1819 - 1895). A composição foi usada pela Disney, em 1942, para o desenho de Mickey Mouse, “Hora Sinfônica”. Em seguida, a abertura de “A Força do Destino”, do compositor italiano Giuseppe Verdi (1813 - 1901), e a abertura de “Rienzi”, do maestro e compositor alemão Richard Wagner (1813 - 1883). Para encerrar, a alvorada de “Lo Schiavo”, do compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes (1836 - 1896).

Franz von Suppé nasceu na Croácia, em 1819, e compôs cerca de 30 operetas, 180 farsas, assim como balés e diversos trabalhos cênicos. Em Zadar, Croácia, recebeu suas primeiras lições de música, criando composições ainda muito jovem. Apesar da maior parte de suas óperas ter mergulhado na obscuridade, as aberturas “O Poeta e o Camponês” (1846) e a “Cavalleria Leggera” (1866) sobreviveram, fazendo grande sucesso e sendo aproveitadas para trilhas sonoras de filmes, desenhos animados e propagandas. A composição “Manhã, Meio-dia e Tarde em Viena” era o tema central do desenho Pernalonga. Já “O Poeta e o Camponês” aparece no desenho animado do Popeye, como “A Abertura Espinafre” (1935), do estúdio Fleischer.

Giuseppe Verdi nasceu na Itália, em 1813, em uma família de origem humilde. Depois de revelar interesse pela música, ganhou do pai uma espineta (antigo instrumento de teclado e corda, semelhante ao cravo). Aos 12 anos já era o organista da igreja de sua cidade. Sob a proteção de um comerciante italiano, seguiu para Milão, onde prosseguiu seus estudos. Verdi alcançou ruidoso sucesso com a ópera “Nabuco”, em 1842. O enredo, que relata o conflito entre assírios e judeus, incendiou a imaginação do povo italiano, que encontrou semelhanças entre os judeus e a sua própria luta contra a opressão austríaca. A música de Verdi acompanharia a transformação da península italiana em Estado independente, livre e unitário. Também escreveu as óperas “Rigoletto” (1851), “Il Trovatore” (1853) e “La Traviata” (1853), até hoje suas peças mais representadas no mundo inteiro. O romantismo de Verdi crê na capacidade redentora do amor, tem simpatia pelos humilhados e protesta contra as injustiças. Mais tarde, compôs obras mais maduras, como “Un Ballo in Maschera”, “La Forzadel Destino” e “Don Carlos”. Suas últimas composições são obras sacras: “Ave Maria”, “Stabat Mater”, “Laudie Te Deum”. Ao morrer, deixou em testamento uma grande fortuna para uma fundação que ajudava músicos pobres.

Wilhelm Richard Wagner nasceu em 1813, na Alemanha. Foi compositor, maestro, intelectual, ativista político e representante do neo-romantismo alemão. Nascido em uma família de artistas, viveu cerca de três anos em Paris e, aos 29 anos, retornou para a Alemanha, onde sua ópera "Rienzi" foi encenada. Wagner escreveu diversos artigos defendendo a revolução alemã de 1848, que fracassou, tendo que fugir do país sem ver a primeira apresentação de "Lohengrin", feita por Liszt em 1850. Wagner acreditava na criação de uma música nacional que, baseada nos mitos de origem do povo alemão e na criação da identidade coletiva, fosse capaz de educar e formar um novo homem, uma nova sociedade. Convencido de que precisaria de um teatro especial para apresentar a tetralogia “O Anel dos Nibelungos”, Wagner concebeu o Teatro Bayreuth, na Bavária, com o apoio do rei. O espaço foi inaugurado em 1876. Em 1883, ditou para a esposa sua autobiografia e morreu em Veneza.  

Antônio Carlos Gomes nasceu em 1836, em Campinas, e iniciou seus estudos musicais aos dez anos, sob a supervisão do pai. Aos 18 anos, compôs sua primeira missa, a de São Sebastião. Em 1860, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar no Conservatório de Música, apresentando suas primeiras óperas: "A Noite do Castelo" (1861), com libreto de Fernando Reis, e "Joana de Flandres" (1863). Com o apoio do imperador Pedro II, viajou para a Itália, onde teve aulas com o maestro Lauro Rossi e, em 1866, acabou recebendo o título de Maestro no Conservatório de Milão. Em 1870, estreou em Milão, no Teatro Scala, sua ópera mais conhecida, "O Guarani", baseada no romance homônimo de José de Alencar. A obra foi encenada posteriormente nas principais capitais europeias e essa ópera deu-lhe a reputação de um dos maiores compositores líricos da época. Depois de compor "Salvador Rosa" (1874) e "Maria Tudor" (1879), Carlos Gomes retornou ao Brasil. Dirigiu as montagens de "O Guarani" e de "Salvador Rosa", na Bahia e no Rio de Janeiro. Ambas foram sucesso de crítica e público, fazendo com que o compositor passasse a dividir seu tempo entre o Brasil e a Europa. No Rio de Janeiro, apresentou "O Escravo" (1889), uma homenagem à princesa Isabel e à Lei Áurea. Após a proclamação da República, perdeu o apoio oficial e retornou a Milão, onde estreou "O Condor" (1891). Muito doente, deprimido e em dificuldades financeiras, compôs seu último trabalho, "Colombo", que dedicou ao quarto centenário do descobrimento da América.

Coral da Gente do Instituto Baccarelli, Orquestra Juvenil Heliópolis e Orquestra Sinfônica Heliópolis, sob regência de Isaac Karabtchevsky
Local: Sala São Paulo     
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16 - Campos Elíseos – São Paulo/SP
Data: 18 de dezembro (domingo), às 17h
Ingressos: R$ 40 (inteira)
Vendas: Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br ou 11/4003.1212)
Capacidade: 1.484 lugares (sendo 15 cadeirantes, 4 obesos e 48 em camarotes cativos)
Classificação etária: a partir de 7 anos, acompanhado dos pais ou responsáveis
Duração: 70 minutos