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20 de maio de 2013

"Uma Nota Só", curta dirigido por Lais Bodanzky, ganha sessão no cinema do Pólo!

Na última quarta-feira (15), o curta-metragem “Uma Nota Só” – gravado em Heliópolis durante o Festival Cine Favela 2012 e dirigido por Lais Bodanzky – teve sua primeira exibição na comunidade. O filme, que tem os alunos e o trabalho do Instituto Baccarelli como plano de fundo, foi exibido no cinema do Centro de Convivência Educacional e Cultural de Heliópolis (CCECH).

O Festival Cine Favela é o principal evento dedicado exclusivamente à difusão de filmes de todos os gêneros e formatos, produzidos por ONGs, Associações, Coletivos e Periferias do Brasil e do mundo. Realizado pela Associação Cine Favela Heliópolis, com apoio do SESC-SP, em 2012 recebeu mais de 465 inscrições.

Além da mostra competitiva, o Festival – que teve como tema a América Latina – promoveu uma oficina com o roteirista argentino Pablo Meza para jovens de Heliópolis e outras regiões da cidade. O produto desse trabalho foi o roteiro do curta “Uma Nota Só”, dirigido por Lais Bodanzky e exibido no encerramento do Festival.

Para construir o roteiro, Meza caminhou com os jovens participantes da oficina por Heliópolis. Uma das coisas que mais chamou a atenção do grupo foi o Instituto Baccarelli – uma organização que oferece ensino de música erudita para crianças e jovens, em plena favela.

Do lado de dentro, ambientes pensados e construídos especialmente para o ensino de música, com isolamento acústico, temperatura amena e poucos móveis. Do lado de fora, construções improvisadas, muitos sons e ruídos se sobrepondo, alta temperatura, muitas cores e formas misturadas. De um lado, planejamento e praticidade. Do outro, improviso e criatividade. Uma mistura preciosa.

Assim surgiu a ideia de contar a história de amizade entre uma aluna de violino do Instituto Baccarelli e um menino que ouve rap e faz beatbox. Moradores da mesma comunidade, eles estavam separados pelo preconceito, mas foram unidos pela música.

A seleção para o elenco foi realizada na sede do Cine Favela, em Heliópolis. Três alunos do Instituto Baccarelli foram aprovados: Gisely Gonçalves, Thiago Henrique e Samuel Gomes. Os dois primeiros para serem os protagonistas do filme. Lais Bodanzky se surpreendeu com o preparo dos alunos: “Não sei o que acontece, mas na hora que temos em uma seleção alunos do Instituto, naturalmente temos uma seleção de pessoas muito legais. Todas as que eu testei eram crianças muito especiais, atenciosas, dedicadas, concentradas e divertidissimas também”.

Um deles, Samuel Gomes, de 12 anos, conta como agradou à consagrada diretora: “Eu acho que a gente deve fazer nosso melhor e não se julgar, os outros que vão julgar nosso trabalho. Porque quem tem muita autoestima fica se achando ‘o bom’ e quem tem pouca se joga pra baixo”.


Thiago Henrique, aluno do IB e ator de Uma Nota Só, foi ao cinema para rever o filme
Raquel Porangaba, Analista de Articulação do Instituto Baccarelli, explica como Uma Nota Só foi produzido
Alunos do Instituto Baccarelli aguardam início da sessão no cinema do Pólo
O curta Uma Nota Só foi produzindo durante o Festival Cine Favela de 2012
Gisely e Thiago em cena de Uma Nota Só

Na sessão também foram exibidos os curtas “A história vazia da garrafa vazia”, uma produção do Centro de Convivência Heliópolis, e “Oscar”, do Cine Favela. A Orquestra Juvenil Heliópolis, cujo ensaio foi plano de fundo para uma das cenas gravadas no Instituto Baccarelli, compareceu em peso e aplaudiu muito seus colegas de Instituto.

7 de maio de 2013

Um dia inesquecível!

Juntos, Orquestra Sinfônica Heliópolis e Coral da Gente emocionam caloroso público de 15 mil pessoas na sede da Pró-Vida



Sábado, 4 de maio de 2013. Um dia que vai ficar guardado na memória de alunos e colaboradores do Instituto Baccarelli por vários motivos.

Nesse dia, o palco da apresentação da Orquestra Sinfônica Heliópolis com o Coral da Gente, sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky – diretor artístico do Instituto Baccarelli e maestro titular da OSH – estava montado na sede de Araçoiaba (interior de São Paulo) da Pró-Vida, entidade reconhecida por suas ações de responsabilidade social, que foi a grande responsável pela construção da escola de música do Instituto Baccarelli, em Heliópolis. "Estávamos em uma atmosfera ideal para qualquer artista manifestar a sua arte. Uma infraestrutura maravilhosa, com um público extremamente respeitoso... Simplesmente inesquecível", disse Edilson Ventureli, diretor executivo do Instituto Baccarelli.

O público extremamente respeitoso ao qual Edilson se refere era composto por nada menos do que 15 mil pessoas. Não era só o surpreendente silêncio durante o concerto, mas a forma extremamente carinhosa e calorosa com a qual receberam o trabalho dos artistas que estavam sobre o palco que fizeram toda a diferença.  “Tocar pra 15 mil pessoas, ser incrivelmente respeitada por cada uma delas, e depois do concerto receber olhares e palavras de agradecimento pelo momento musical maravilhoso NÃO TEM PREÇO! Parabéns ao Instituto Baccarelli pelo trabalho e ao Coral Da Gente, que emocionou a todos! Dia excelente!”, foi o que publicou em seu Facebook logo após o término do evento a violista da Orquestra Sinfônica Heliópolis, Camila Ribeiro Rodrigues.

A opinião de Camila é compartilhada por outros músicos da Orquestra que, acostumados com o silêncio do público em salas de concerto, não esperavam que uma apresentação a céu aberto pudesse ser tão silenciosa. “Nunca vi um público tão educado. Eu conseguia ouvir os grilos, mas não ouvia as pessoas conversarem durante o concerto. Foi mágico!", disse o violinista Edmarcos Costa. Recém-chegado à Orquestra Sinfônica Heliópolis, o músico estava estreando ao lado do maestro Isaac Karabtchevsky. Para ele, mais um motivo pelo qual aquele dia ficará guardado com muito carinho. "Há duas semanas eu ainda estava em Natal. De repente, ali em cima do palco, me dei conta de que estava tocando para aquele público e com o maestro Isaac Karabtchevsky. Parece que os gestos dele fazem a gente tocar melhor. Não imaginava nunca chegar até aqui”, contou.

Emoção de quem estava estreando, emoção também de quem já tem anos de experiência, mas, naquele dia, foi contagiado por uma atmosfera completamente diferente. Nas palavras do maestro Isaac Karabtchevsky, mesmo "após tantos anos de atividade como maestro, são raros os momentos de plenitude como aqueles que vivenciamos com a Pró Vida e Orquestra Sinfônica Heliópolis. Pura magia e transcendência!”.

Sentimento de gratidão

Pró-Vida assinou um convênio junto ao Instituto Baccarelli, com anuência da COHAB, para construir a primeira fase do projeto – que, concluída em fevereiro de 2009, passou a abrigar a parte da escola (2,8 mil m² de construção): 35 salas de aula; dois salões para ensaio de coro e orquestra, biblioteca, área de convivência e administração [a segunda parte do projeto, realizada com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet e patrocínio da Eletrobrás, disponibiliza outras instalações: quatro salas de ensaio grandes, uma sala de percussão com isolamento acústico, uma sala climatizada para armazenamento, sete camarins e um novo andar para a administração].

No último sábado (4), apresentação da Orquestra Sinfônica Heliópolis com o Coral da Gente do Instituto Baccarelli na sede da Pró-Vida parecia uma troca de “muito obrigado”. De um lado, um público caloroso que gerou uma explosão de aplausos; de outro, músicos que estavam se sentido lisonjeados por estarem ali recebendo esse calor.  “A energia de estar na Pró-Vida e com 15 mil pessoas foi indescritível, emocionante. Em nome dos meus alunos, obrigada a todos pelos aplausos, pela energia, pelo carinho. A minha eterna gratidão!”, disse Silmara Drezza, coordenadora dos Corais do Instituto Baccarelli.

Esse sentimento de gratidão que se multiplicou entre quem já faz parte do trabalho realizado pelo Instituto Baccarelli alcançou também aqueles que estão chegando para ajudar o projeto a crescer cada vez mais. “Muitíssimo obrigado por me deixarem participar de uma coisa tão bonita. Não tenho palavras pra te agradecer”, emocionou-se Carlos Eduardo Machado, sócio da produtora de vídeos kombi.cc, mais nova parceira de fé do Instituto Baccarelli.

Para todas essas pessoas, a noite do último sábado será inesquecível. “Quando a gente pensa no Instituto Baccarelli, a gente sempre lembra de uma palavra: OPORTUNIDADE. O trabalho feito pelo o Instituto Baccarelli é a prova de que a oportunidade é real, é mágica. Além de gerar momentos maravilhosos para todo mundo, gera para as próprias crianças e jovens. A noite de sábado se resume a isso: a concretização da oportunidade”, resumiu Reynaldo Duarte, membro da Pró-Vida.

Saiba mais sobre a Pró-Vida!


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Público na Pró-Vida: 15 mil presentes

Alunos do Coral da Gente se preparam para subir ao palco

Durante o concerto, o maestro Isaac Karabtchevsky convidou quatro pessoas do
público para reger a Orquestra

Orquestra Sinfônica Heliópolis durante o concerto na Pró-Vida



25 de abril de 2013

Dois talentosos músicos da OSH são aprovados para a Academia da Osesp





Há pouco mais de duas semanas, na noite do segundo concerto da Orquestra Sinfônica Heliópolis na Sala São Paulo (com regência e solo de Julian Rachlin), dois músicos se despediram da Orquestra: o violinista Dan Tolomony e o trompetista Cristobal Rojas Salinas. O motivo: foram aprimorar seus conhecimentos na Academia da Osesp, principal Orquestra do Brasil. Ainda em tempo, o Instituto Baccarelli deseja-lhes toda a sorte em seus novos desafios e aproveita para contar um pouco da trajetória de cada um deles nesses inesquecíveis anos como músicos da Orquestra Sinfônica Heliópolis




À esquerda, Dan; à direita, Cristobal


Dan Rafael Lira Tolomony, violino

Dan Rafael Lira Tolomony, 25 anos, o “Dan”, aprendeu a tocar violino com o pai ainda criança, para poder tocar nos cultos da igreja que frequentava em Guarulhos, na Grande São Paulo (cidade onde mora até hoje), mas nunca havia feito aulas de instrumento com um professor. Foi então que chegou ao Instituto Baccarelli.  “Era 2006, o Orkut estava em alta. Adicionei o maestro Roberto Tibiriçá [à época, regente titular da Orquestra Sinfônica Heliópolis] à minha lista de amigos e comecei a fazer perguntas sobre o Instituto. Fiquei sabendo sobre os testes para a Orquestra Sinfônica Heliópolis e vim fazer. Mas fui reprovado. Percebi que precisava de aulas. Foi então que, com ajuda financeira da minha avó, comecei a fazer aula particular com o professor André Sanches. O foco era entrar no Instituto”, conta o músico que, paralelamente às aulas particulares na casa do professor André, em São Paulo, tocava violino na Orquestra de Atibaia.
Dan durante o concerto com Julian Rachlin, na Sala São Paulo

Não demorou muito para que o estudo e a dedicação apresentassem resultado. Algum tempo depois, Dan refez a prova e foi aprovado. Em 2010, Dan realizava o seu grande sonho: o de se tornar spalla de uma Orquestra.

Seu primeiro ensaio como spalla foi comandado por ninguém menos do que o maestro alemão Peter Gülke. O grupo de excelência do Instituto Baccarelli se preparava para a sua primeira turnê internacional, que, além da Alemanha, passou por Holanda e Inglaterra. “Eu estava nervoso, era a minha estreia como spalla e eu ia fazer um solo de violino. Logo que terminei o solo nesse ensaio, os outros músicos da Orquestra me aplaudiram. Foi aí que percebi como todo mundo me acolheu”, lembra. “No CD gravado na Alemanha, o solo de violino é meu!”, conta orgulhoso.

Além da turnê, muitos outros momentos marcaram a trajetória de Dan junto à Orquestra Sinfônica Heliópolis. Entre eles, o primeiro concerto regido pelo maestro Zubin Mehta (diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Israel e patrono do Instituto Baccarreli), em 2011. “Foi uma honra ser regido por um dos maiores maestros do mundo. Depois do concerto, o Edilson [Ventureli, maestro assistente da Orquestra] me contou que o Zubin me elogiou. Nunca vou esquecer!”.  Em 2012, "outro concerto foi inesquecível: o 'Jovens Solistas', regido pelo Isaac Karabtchevsky [diretor artístico do Instituto Baccarelli e regente titular da Orquestra Sinfônica Heliópolis desde 2011]", lembra.

Dan diz guardar com carinho cada apresentação e cada músico que conheceu na Orquestra. “Na Academia da Osesp vou ter a oportunidade de me dedicar ao estudo, vou aproveitar esse período para crescer como músico. Se Deus quiser um dia ainda volto para cá”, diz.


Cristobal Alberto Rojas Salinas, trompete

Quando se refere ao Instituto Baccarelli, o trompetista chileno Cristobal Alberto Rojas Salinas, de 20 anos, repete a palavra “gratidão” diversas vezes. Quando chegou ao Brasil há dois anos para fazer a prova da EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo), o músico não imaginava que seu caminho teria outros rumos.

Na ponta direita, fileira de cima: Cristobal durante concerto
com Julian Rachlin, na Sala São Paulo
O interesse pela música começou com o piano, ainda no Chile. Em seu país de origem, Cristobal cursou a Escola experimental de Música Jorge Peña Hen (La Serena), da qual guarda boas lembranças. Sempre muito dedicado, foi bolsista no Theatro Municipal de Santiago.  “Ainda estudo e faço alguns cachês, mas desisti de seguir com o piano porque sempre achei o instrumento muito solitário”, conta.

Já com o trompete, foi através de um festival realizado em São Paulo que Cristobal ficou sabendo sobre o trabalho realizado pelo Instituto Baccarelli. Em 2010, foi aprovado para a Orquestra Sinfônica Heliópolis. “Agradeço aos professores de trompete do Instituto Baccarelli, Carlos Sulpício e Marcelo da Silva [que atualmente está fora do Brasil], e também aos outros professores que tive fora do Instituto, Adenilson Telles e Carlos Freitas. Sem eles e sem o Instituto, eu não teria chegado onde estou. Sou muito agradecido”, diz.

Segundo o músico, entre os grandes desafios encontrados pelo caminho estão a 2ª Sinfonia de Mahler e a 5ª de Tchaikovsky. Todos tirados de letra graças à sua dedicação e “ao maestro Isaac [Karabtchevsky], que foi um grande mestre”.

Cristobal conta que, neste ano, não pôde ir ao aniversário do pai, no Chile. Apesar de sofrer com a distância, ele diz que está muito feliz com os novos desafios e que a família dele está muito orgulhosa. “Estou triste por estar longe deles. Também estou triste por deixar o Instituto, que se tornou uma casa aqui no Brasil. Mas estou satisfeito com a oportunidade de estudar na Academia da Osesp, que foi algo que eu sempre quis. São sentimentos que se encontram. Estou muito feliz”, conclui.

16 de abril de 2013

Dia Mundial da Voz: Nesse e em todos os outros dias seguiremos cantando, juntos!

No Dia Mundial Voz, o Instituto Baccarelli parabeniza o mais novo aprovado para a vaga de bolsista em Canto Coral e aproveita para homenagear todos os profissionais da voz, especialmente aqueles que, dentro do Instituto, fazem parte do trabalho realizado no programa Coral da Gente 



Ricardo, mais novo bolsista de Canto Coral do IB
Ironia do destino, foi justamente hoje, 16 de abril - Dia Mundial da Voz, que Ricardo Coelho da Silva ficou sabendo da sua aprovação para uma vaga de bolsista de Canto Coral no Instituto Baccarelli. Morador de Heliópolis e aluno de dois grupos do Coral da Gente, ele escolheu como repertório para o teste, realizado ontem (15), a música “When you believe” na versão de Soraia Morais : “Se tu quiseres crer”. Quatro dias depois de completar 25 anos, Ricardo diz que o resultado positivo do teste foi “um verdadeiro presente. Estou muito feliz. É o que eu sempre quis: estudar música para me profissionalizar em canto, entrar num Coral profissional e, quem sabe, poder cantar como solista”, conta entusiasmado.

Ricardo descobriu a aptidão para o canto ainda criança, quando passou a cantar em uma igreja de São Caetano do Sul com a família, que é cheia de cantores. Mas só aos 19 anos começou a estudar no Instituto Baccarelli, com o grupo de Coral regido pela professora Gisele Cruz. “Eu nem sabia que o Instituto existia, quando o descobri fiquei muito feliz. Foi aqui que eu comecei a aprender canto lírico de verdade, nunca tive aulas fora”, lembra.

Em quase seis anos de trajetória dentro do Instituto Baccarelli, Ricardo acumulou muitas boas recordações. A mais especial, segundo ele, é a primeira apresentação que ele fez na Sala São Paulo, à época com o Coral Juvenil, regido por Gisele Cruz. “Foi nesse dia que eu despertei, enxerguei onde estava e para onde o Instituto estava me levando. Eu só tenho a agradecer ao Instituto por ter me dado essa oportunidade”, diz Ricardo, que há três meses também integra o grupo Coral Avançado, regido por Regina Kinjo.

Não é só ao Instituto que Ricardo agradece, mas também às pessoas responsáveis pelo seu amadurecimento, vocal e pessoal. “Se não fosse a Claudia, pianista e técnica de voz do Instituto, eu não teria sido aprovado no teste. Também devo muito a Gisele e a Regina, que são ótimas professoras, com as quais eu aprendi e ainda aprendo muito. E aos meus amigos, Lucas Deboletta (flauta) e Nathan Viveiros (canto), que também me ajudaram muito”.

O que muda agora, segundo Ricardo, é a oportunidade de ter aula particular de canto lírico dentro do Instituto e a cobrança, que só aumenta. Quanto a isso ele está tranquilo: “para quem, como ele, escolheu levar a música como profissão, ser cobrado é sinal de que as coisas estão caminhando da melhor forma possível”.

Escolhendo um caminho 
Coral da Gente - Regente Silmara Drezza


Desde 2012, os alunos do Instituto Baccarelli podem buscar profissionalização em canto, dentro do próprio Instituto. Até então, o Canto Coral era uma ferramenta de formação pessoal e iniciação musical, sendo que a profissionalização se dava nas aulas de instrumento e orquestras. Com a abertura de um grupo de bolsistas, que recebem aulas individuais e auxílio financeiro para estudar canto, os alunos podem escolher livremente o caminho que querem seguir. Se serão músicos profissionais (com o canto ou com um instrumento sinfônico), ou se terão a música apenas como um meio para se desenvolver física, pessoal e socialmente.

Ricardo Coelho da Silva é um bom exemplo de que as escolhas, quando bem definidas e acompanhadas de esforço e dedicação, podem levar ao lugar em que se deseja chegar. É por isso que hoje, no dia Mundial da Voz, o Instituto Baccarelli deseja a ele (e a todos os que escolheram a voz como seu instrumento musical) toda a força e sorte para seguir em frente.

Atualmente, o Instituto Baccarelli possui 14 grupos de coral e nove turmas de musicalização infantil (para crianças de quatro e cinco anos, que ainda são muito novas para iniciar o estudo de Canto Coral).  Aproveitamos a data para agradecer e parabenizar aqueles que fazem esse trabalho acontecer in loco:


Regentes Coral:
Gisele Cruz
Genny Chaves
Joana D'arc 
Juliana Melleiro Rheinboldt
Leandro Souza
Lidiana Mincov
Regina Kinjo
Silmara Drezza
Tânia Bertassolli
Tiago Tengan
Pianistas Coral 
Adriano Del Mastro Contó
Alfeu Rodrigues de Araújo
Camila Helena de Oliveira
Claudia Cruz
Fausto Ito
Inara Ferreira
Otavio  Piola 
Rodrigo Hyppolito

Preparadoras Vocais                     
Coral Érika Muniz
Jessica Aparecida Viana
Preparadores Cênicos do Coral
Priscila Magalhães
Alberto Lucas Migliorini
Ritmica Dalcroze
Laura Longo

Mães na Massa e Pais na Tábua: Comissão de Pais vivencia atividades e participa de palestra no Instituto Baccarelli

No último sábado (13), a comissão Mães na Massa e Pais na Tábua, composta por familiares de alunos, participou de uma formação no Instituto Baccarelli, com uma imersão nas atividades e uma palestra sobre trabalho comunitário.

Os homens e mulheres – que são porta-vozes do Instituto Baccarelli na comunidade, e porta-vozes da comunidade no Instituto Baccarelli – quiseram vivenciar o trabalho que irão representar e defender. Para atender essa demanda, foram agendadas aulas especiais de grupos que representam todas as etapas pelas quais os alunos do Instituto podem passar: musicalização, coral, aula de instrumento e prática orquestral.

Mais do que assistir, os pais puderam participar, sentir as atividades. Na aula de musicalização, a professora Genny Chaves levou a todos para um “passeio no zoológico”. Os sons de cada animal, de acordo com seu timbre e tamanho, foram representados por instrumentos percussivos tocados pelas crianças, de 4 e 5 anos, que já liam as pausas em uma partitura.

Na próxima parada, a comissão foi recebida pela regente Regina Kinjo e o Coral Avançado. Depois de ver como, ludicamente, as crianças têm o primeiro contato com os conceitos, as notas e os instrumentos musicais, os pais viram onde elas podem chegar, dentro do programa Coral da Gente. O grupo formado pelos cantores mais avançados da casa – entre eles 8 bolsistas que têm aula individual e recebem auxilio financeiro para se especializar em canto – encantou a todos com canções populares em sofisticados arranjos para o grupo.

Tudo estava tão envolvente, que o grupo chegou à Sala Zubin Mehta com 30 minutos de atraso, no fim do ensaio da Orquestra Juvenil Heliópolis. A maestrina Claudia Feres, no entanto, fez questão de dar uma esticadinha para mostrar aos pais outro caminho possível para seus filhos – esse mais consolidado no Instituto: a prática orquestral. O grupo apresentou obras de Verdi e Vivaldi, e a maestrina explicou quanto os alunos são desafiados na prática orquestral, não só musicalmente, mas também quanto à postura, liderança, disciplina e cooperação.

Para chegar lá, um dia todos eles começaram do zero. E como é começar do zero a estudar um instrumento? A professora Adriane Krindges abriu as portas da sua aula, que tinha duas alunas no primeiro dia de estudo de violinos, e mostrou exercícios motores e de atenção que são os primeiros passos da longa caminhada até as orquestras. Eles também passaram por outro grupo iniciante de violinos, do professor José Marcio, que mostrou para os pais que aprender não é decorar nem obedecer, é compreender o porquê de cada exigência e se desenvolver de forma pensante, respeitando sempre os professores e colegas.

Para fechar uma manhã de muito aprendizado, mais aprendizado! A analista social da Fundação Gol de Letra, Cristiane Narciso, veio compartilhar sua experiência no Programa Comunidades, que forma moradores da comunidade Vila Albertina para que - se apropriando das características, problemáticas e potencialidades da realidade a sua volta – estabeleçam uma visão crítica sobre o cotidiano e o contexto e proponham ações de intervenção direta, buscando uma mudança social.

Ela veio acompanhada da Agente Social Sonia Maria, que mora na Vila Albertina há 30 anos, sempre engajada em causas sociais e ações socioambientais. As falas esclareceram para os pais seu papel diante da comunidade e outras famílias que venham a abordar. Psicóloga de formação, Cristiane passou informações que deram mais segurança ao grupo, e a experiência de Sonia criou uma identificação capaz de fazê-los sair do Instituto empoderados “agora nós já podemos ajudar nossos vizinhos a aproveitar mais o Instituto Baccarelli”, disse Antônio Gonçalves, membro da Comissão.

O grupo foi ciceroneado pela articuladora Raquel Porangaba e pela atendente de secretaria Simony Milione Heleno.


Fotos:

Musicalização - Genny Chaves
Coral Avançado - Regente Regina Kinjo

Orquestra Juvenil Heliópolis - Regente Claudia Feres

Aula coletiva de violino - José Marcio

Aula coletiva de violino - Adriane Krindges
Palestra - Sonia Maria

Palestra - Cristiane Narciso




VEJA TODAS AS FOTOS:



Violinos - Adriane Krindges: 

Violinos - José Marcio: 

Juvenil – Claudia Feres: